sábado, 18 de dezembro de 2010

Segredo

Você chega de mansinho
Andar sinuoso
Olhar penetrante
Eu quero sair de fininho

Não me atrevo

Você me alcança
Ferve como vulcão
Incendeia meu interior
Avança

Não me atrevo

Encaixa nossos corpos
Preciso correr
Nada obedece
Seu ar preenche cada poro

Eu vou
Mas não me atrevo
Eu fico
Vibro

Você chega
Penetra minha derme
Enlouquece
Na minha epiderme

Rasga cada ânsia
Do meu viver
É ilusão
Viver, ser

Recordo todo segundo
Antes do seu chegar
E tomar
Pequenos goles do sangue imundo

Rasga
Dilacera
Não me atrevo
Nada a perder, mata

As células vacilam
A vida escapa
Revivo
Enquanto as sombras queimam.



-----;)-------------------- Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

2 comentários:

Camila Lemos disse...

ADORO os seus poemas Gi
São maravilhosos!!

Gi. disse...

Mt obrigada!
;) bjs***